quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Comunidade Surda

Após realizar as leituras propostas pela interdisciplina de LIBRAS, fiquei conhecendo um pouco mais sobre a comunidade surda.
Como citei em meu trabalho conheço algumas pessoas surdas e mesmo não possuindo experiência sobre a língua brasileira de sinais, me comuniquei algumas vezes com elas através de gestos, e conseguimos nos entender.
Após assistir a uma palestra em agosto deste ano no Fórum Internacional de Osório ministrada por integrantes de uma comunidade surda obtive as primeiras informações sobre esta comunidade, que foram ampliadas com as leituras feitas nesta interdisciplina.
Algo muito interessante que gostaria de destacar é sobre a importância e os critérios que devem ser seguidos pelos intérpretes quanto à localização e orientação das mãos no espaço corporal e sobre as roupas e acessórios utilizados por eles.
Já havia percebido em alguns intérpretes que vi na TV que eles movimentam as mãos geralmente na altura do peito, mas nunca tinha me dado conta de que isto é uma característica desenvolvida por todos, e também que as roupas utilizados por eles devem ser bem discretas e comportadas, para não chamar a atenção dos surdos que os observam, da mesma forma eles não devem utilizar jóias e acessórios que possam prejudicar na desenvoltura dos sinais e gestos da interpretação.
Acredito que estas foram as minhas primeiras descobertas nesta interdisciplina e que através da realização de outros trabalhos e ao longo do semetre irei descobrir muito mais.

3 comentários:

Rosângela disse...

Oi Edinara,

O interessante dessas novas descobertas que fazemos quando nos defrontamos com um 'outro' que é diferente da gente é isto... o fato de coisas simples ganharem novos significados, nos permitindo perceber o mundo de outra forma, desnaturalizando sentidos e práticas.

Na tua reflexão, utilizas o termo 'comunidade surda'. Por que esse grupo constitui uma comunidade? O que define uma comunidade? Seguimos dialogando!

Continue registrando aqui tuas descobertas... Beijos, Rô Leffa.

Edinara Scheffer Costa disse...

Oi Rôsangela, seguindo com as considerações e questionamentos que me fizestes...
A partir das leituras realizadas fiquei conhecendo e compreendendo as características que constituem uma comunidade surda. Para constituir uma comunidade não precisamos necessariamente ser surdos, mas possuirmos os mesmos interesses, ou seja, trabalharmos em busca dos mesmos ideais, participarmos como ouvintes, como intérpretes.
Desta forma a comunidade acaba adquirindo uma cultura própria, no caso em que citei no meu trabalho, a comunidade existente em Osório utiliza roupas de cor lisa, não aprecia acessórios de nenhum tipo como lenços, mantos, brincos e pulseiras, entre outros, para os intérpretes, pois considera esses artigos alvo de desatenção para os surdos.
Até breve...

Rosângela disse...

ok Edinara,

Tua postagem avançou na discussão e esclareceu a noção de 'comunidade'. Parabéns!
Participar de uma comunidade ajuda os sujeitos a reafirmarem sua identidade, compartilhar suas angústias, experiências, superações.

Beijos, Rô Leffa