sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

O primeiro trabalho proposto pela interdisciplina de EJA foi um tanto extenso, mas me fez compreender e conhecer muito sobre este assunto.
Começando pela trajetória histórica que esta modalidade de ensino sofreu até apresentar a proposta atual, foram muitas as modificações que ocorreram. Não imaginava o quanto a sociedade e a estrutura econômica e produtiva poderiam interferir na educação de um país, principalmente tratando-se de jovens e adultos. Um direito que inicialmente somente as elites desfrutavam, para mais tarde ser alvo de controle e detenção do poder e até mesmo motivo de disputa por eleitores... Para então chegar ao seu objetivo maior: o de atender indivíduos que na idade própria não tiveram acesso a escolarização, ou foram impossibilitados devido às condições sociais mais adversas, proporcionando-lhes o direito a cidadania.
O que ao longo dos anos foi discutido, votado e revogado, hoje com o parecer CEB nº 11/2000 está iniciando um novo processo na história desta modalidade de ensino, e vem tornando real o desejo de muitos jovens e adultos que tiveram esse direito negado por inúmeras razões. Em nosso município a EJA ainda não acontece, mas existe um Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos que veio para valorizar muitas das expectativas dessas pessoas.

3 comentários:

Rosângela disse...

Oi Edinara,

Há sempre muitos fatores determinando o modo como a educação deve acontecer... um povo educado pode oferecer muitos 'riscos' a uma conjuntura estruturada e mantida pela dominação de alguns. Por isso, como educadores, precisamos desenvolver o hábito de refletir sobre a realidade que vivemos, analisando-a criticamente.

Quando destacas que a EJA atende alunos que, por diversas razões, não tiveram acesso à escola na idade própria, fiquei pensando em quantos de nossos alunos hoje param de estudar nos anos finais do ensino fundamental. Muitos deles desistem porque não se adaptam ao sistema escolar e, consequentemente, reprovam, evadem.
Será que o ensino regular também não precisa se adequar/modificar?
O EJA, em muitos casos, não seria uma forma de trazer de volta à escola alunos que tiveram insucesso na escola na idade escolar?

Espero que essas questões motivem a continuação de nosso diálogo.
Beijos, Rô Leffa

Edinara Scheffer Costa disse...

Oi Rosângela, concordo contigo. Quando li o Parecer pensei nos casos de muitos alunos que evadem das escolas por esses motivos, e me perguntei sobre o que haveria de errado nesse sentido, mas também pensei em outra coisa, nos alunos repetentes que muitas vezes estão na escola por "obrigação" e acabam prejudicando o andamento das aulas, seria o caso de participarem da EJA? Acredito que esta interdisciplina irá levantar muitas indagações e discussões... Abraços.

Rosângela disse...

É certamente a interdisciplina de EJA vai resolver algumas dúvidas e levantar outras... Isso faz parte do processo de aprendizagem.

Quando falas nos alunos que frequentam a escola por obrigação e que ficam incomodando o professor e os colegas fiquei pensando que normalmente revelamos uma atitude de condensação com relação a esses alunos. Mas, na verdade, eles se comportam desse modo porque não se adpatam ao sistema da escola, perderam o encantamento pela escola. E sem conseguir aprender não sentem nenhum prazer por estarem na escola. Como professores ainda temos dificuldade para lidar com situações como essa.

Nossa conversa foi bastante produtiva.

Beijos, Rô Leffa